10.18.2007

.Mudando

Já faz um tempo que tava querendo mandar um texto escrito por inspiração divina, mas a vida é uma caixinha de surpresas e só agora que eu posso fazê-lo...

Então inicio as aulas de presença de palco, com o Bruxo!

O boneco Sinforoso me contou que falaram por ai algo assim:
"O Bruxo não tem presença de palco"
O tal do boneco argumentou:
"Tanto não tem presença de palco que acaba o show e todos ficam gritando o nome dele e não o do Black ou do caio ou da Myu ou do Tiago"
O tal retrucou com o tipo de resposta babaca de quem não sabe argumentar:
"Tudo paga-pau", virou-se e saiu.

Pr'alguém ser paga-pau de alguém o 1º requisito básico é essa pessoas ser boa em algo... Então realmente tem muita gente que paga um pau enorme pro mim, principalmente (e quase que exclusivamente) no palco.

Pohha! Eu toco bateria. Toco SENTADO! Só isso já tira metade da presença de palco do peão!
Fora eu estar sentado a bateria é um troço enorme que fica prostrado na minha frente tapando 98% do meu corpo!
As únicas partes à mostra do baterista são: Pé esquerdo, mãos e cabeça.

Quando eu toco eu coloco o prato de condução na frente do meu rosto o que aumenta minha pegada mas diminue minha visão do palco e da platéia...

Então, como um baterista tem tanta presença de palco?
Simples.

CRIATIVIDADE

Vocês acham que eu fico arrumando a bateria no meio da música porque eu não consigo tocar com ela torta? Que nada!
Na hora que a galera me vê tocando com uma mão e a outra fazendo qualquer coisa ele piram!
Nisso eu aproveito as duas partes que ficam às vistas (Mãos e rosto).

Exemplo: No Japanexperience, o baterista da banda que tocou depois do Darume do do Smash. disse que precisava de uma baqueta extra pra caso uma das dele caíssem...
Ora! É só ele se abaixar e pegar a baqueta, é claro ao mesmo tempo que toca! Isso mostra o domínio do baterista sobre o instrumento, mostra coordenação, capacidade de raciocínio e que nada do que aconteça fará você parar de tocar!

O mesmo eu faço com a perna esquerda... Ela fica à mostra? Eu tenho um pedal duplo? pés-à-obra! Desco a lenha! Invento padrões desconhecidos e/ ou que não existiam na música! Isso mostra o domínio, o improviso!

Quando o show acaba o assunto será os solos do guitarra, a presença do vocal e a velocidade do batera! E tudo isso É presença de palco.




.o .amor .é .horr?vel

10.03.2007

.A favela

Aqueles barracos

Todos grudados uns nos outros.
Caixas de papelão
Madeirite e compensado
Sujeira e união

Mas a maior área da favela
É ocupada pelo campinho.

No terreno do campo de futebol da favela
Daria para abrigar muitas famílias.
Mas o campo está lá

Abrigando muitos sonhos


.o .amor .é .horr?vel

8.16.2007

.Apontamentos 2

Depois de muito, me pego a pensar nesses apontamentos que faço. Relendo-os, reflito o quão Eu sou mesquinho e egoísta por pensar que estes que Eu escrevo possam significar realmente algo para as pessoas.
Amigos têm mostrado interesse pelos meus versos. Eles mostram deferência aos meus sentimentos. E é por isso que Eu digo – se for melhor, para os mais educados, eu peço – parem de ler istos.
Este é meu defeito solitário. É sentimento meu; só meu.
Sentimentos são individuais. É claro, Eu amo, você ama; ele odeia, enfim, todos temos sentimentos, mas a em intensidade com que se manifestam é que resulta na individualidade das emoções.
OK, vocês podem continuar a ler e copiar issos – já vi até uma corrente na internet com um texto meu – leiam e tirem suas próprias conclusões. Não fiquem se apegando à minhas palavras e morais. Reflita e veja onde isso pode ser prático para você, pois se não houver uso prático disso, não há por que você ler istos...
Aproveitando essa onde literária que vem crescendo no país, por que não você escrever seus versos? Escrever seus sentimentos, medos, angústias, etc...
Isso é até saudável! Imagine o quanto as pessoas economizariam com psicanalistas e psicólogos! Percam a vergonha de mostrar o quão inferior nós somos.
Não é necessário escrever várias páginas sobre o assunto, seja lacônico, escreva uma música, um poema, uma frase ou, até e somente, pense sobre isso. Discorra consigo sobre o tema e ao final do dia tire uma moral para o uso desta.
Mas acima de tudo, parem de usar meus sentimentos para vocês. Eles já estão sendo mal usados por mim, não há porquê de mais.
01/11/05 22h33’

.o .amor .é .horr?vel

7.25.2007

.Apontamentos

Estive ouvindo uma amiga ao telefone – sim, Eu ouço as pessoas no telefone – enquanto ela falava com sua filha. A conversa consistia basicamente no fato de alguns amigos da filha desta estarem a se mudar.
A filha, muito triste pelo fato, devia estar a chorar no telefone enquanto falava com sua mãe.
Chocou-me um fato nessa conversa. Essa mão disse à sua filha: “Você não deve ser pessimista e pensar no mal que pode acontecer a eles. Deve ter em mente sempre as coisas boas que, com certeza, virão a ocorrer. O pessimismo não leva a nada”.
Oponho-me a isto e declaro para todos os que lerem estas palavras: O pessimismo fortalece! Não há porque de se ficar com esse ponto de vista ultrapassado e que nos foi imposto pela sociedade cristã.
Empós de muito tempo sofrendo com esse otimismo barato chegou a hora de dizermos o quão espezinhável ele é.
Imaginem-se com dez anos – isso é claro se você os não tiver – à esperar seus pais que estão a viajar de avião. Você – como bom esquizofrênico – estará a divagar sobre mil risos que darão e outros momentos de alegria que – pelo menos em sua mente – virão a acontecer. Mas de repente, não mais que de repente, você liga a televisão e vê o avião de seus pais em chamas, numa matéria sensacionalista barata, dum programa policial barato.
Pronto. Agora pense comigo, o que será de você depois de tudo isso? O que passará pela sua cabeça, depois que todos os seus sonhos se queimaram com um avião? É claro que você não será uma criança normal. Imaginem, depois disso tudo, você ganhar um aviãozinho de brinquedo de uma professora primária desatenta! Salvo exceções, é claro.
Reparem que no cotidiano é assim. Você planeja um dia inteiro de divertimento no parque e é surpreendido com uma chuva, tenta chegar mais cedo e pega transito. É sempre assim! Nossa alegria é destroçada por uma força maior chamada acaso. Essa mudança é brusca e pode até matar.
Já pensou você pular de bunge-jump e, por acaso, a corda arrebenta?
No caso – não acaso - do pessimismo, você já estaria a dois passos à frente com relação à corda. Pensaria antes que ela pudesse estourar e não pularia. Não faria planos impossíveis, de um futuro incerto, com pessoas emendáveis.
Tranquemo-nos em nossas bolhas de plástico e livramo-nos do acaso. Venham para o mundo dos que prevêem os erros e não caem na cilada do destino.
Esse é o meu mundo. O mundo das pessoas que não tem coragem de caminhar – só escrevo por estar sozinho – e não precisar encarar os sorrisos das pessoas na cidade. Que caminham, erram, choram, riem. Não são como Eu e este meu vício, esta minha esquizofrenia barata, misturada com a insônia insaciável.
Vivo, mas vivo apenas na minha cabeça; nos meus delírios.
Talvez esteja na hora de todos nós acordarmos desse sonho e começarmos – recomeçarmos, principalmente – a caminhar. Soltar-se do mundo da fantasia e voltar para a terra dos que amam e morrem.
É muito difícil escrever isso, porque é provável que Eu seja o mais doente entre todos.

03/11/05 22h35’

.o .amor .é .horr?vel

7.12.2007

.Amar 5

Frases. Frases rápidas e sem sentido certo. É apenas isso que passa pela minha cabeça.
A confusão deliciosa, provocada pelo espanto que você causou, passeia pela minha casa. Passa pelo meu quarto e sala, está no meu corpo e por isso sinto vontade de me cortar por inteiro. Só para que tudo que é seu em mim, saia.
Sim. Sair de mim!
Lembrar do seu nome me dá lástima – sinto até enjôo -. Você era chefe de meu coração, mas agora está lá, jogada para os ratos e o pior; por vontade própria. Seu sorriso, razão fundamental do meu viver, hoje se tornou mais cinza, amarelo, se tornou mais inútil.
Fico realmente triste – quis até chorar com uma amiga – mas o ego se sobressai e Eu até minto para ti...
Sim. Verdadeiramente você me decepcionou. Pegou-me no alto e me derrubou, ou melhor, você que estava no mais alto patamar do meu carinho, agora cai de cara contra o chão.
Eu saio triste – certo que te amo -, mas sei que passará.
Torço para que a cena do teu vício seja apenas fruto da minha esquizofrenia, pois só assim o Meu vício se amenizará.
Meu vício?
O amor.

06/10/05 12h34’

7.03.2007

.Amar 4

E se você gostar muito de uma pessoa, e outra vem a sua porta e diz; “deixa-me entrar.”? Você bate com a porta na cara dessa pessoa dizendo; “Não! Saia! Sou egoísta! Apenas o amor que eu sinto por aquela pessoa que me importa”.
A pessoa a tua porta para, pensa e se vai...
Sabe-se lá por quanto tempo. Deixando para traz um universo de possibilidades, sonhos e desejos...
E nós, irmãos de hipocrisia, lhe privamos de seu coração.
Nós brandimos nossa espada intitulada Amor, que na verdade é um escudo chamado medo.
Esta pessoa, que lhe bate a porta, sim, estava com a verdadeira espada. Esta sim, enfrentou os dragões da insegurança e adentrou verdadeiramente no castelo da vida! Por que só se vive quando se ama, e só se ama quando não há mais o medo de se ferir. Pois amar é se ferir. Ferir muito, e ser ferido em dobro. E somos todos masoquistas nessa dança que não ditamos o ritmo.
O ritmo...
Ah, o ritmo, que nos leva à porta do próximo. Que nos leva com o coração na mão, lágrimas nos olhos e por mais corajosos que sejamos, faz com que nossas pernas tremam.
Chegamos à porta. Batemos. Quando o próximo chega, nós lhe abrimos a alma e lhe confessamos os pecados sombrios que nos acerca do amor.
Ele, o próximo, nos olha e diz algo como; “Não. Meu coração pertence a outro que não me ama. E devo deixá-lo aqui em meu peito eternamente, eternamente morto”.
Nós saímos de sua porta, nesse ponto já chorando (no meu caso, choro muito), e caímos na rua, onde os cães nos fazem companhia, onde aqueles que conseguiram a satisfação máxima, que é ser bem recebido à porta do próximo, nos dão as migalhas de seu tudo. Esse tudo é o Amor-Compartilhado. Algo que para mim é nada, pois nunca o tive, e nunca o terei!
Andamos um quarteirão inteiro, depois dois, três...
Andamos bairros, municípios, cidades à procura de uma casa que tenha a porta aberta, mesmo que por descuido. Para podermos entrar, entrar e mostrar ao seu dono que podemos cuidar de casa juntos. E se ele aceita, é uma festa na casa, o baile do amor!
Mas geralmente não é assim. As portas estão fechadas e trancadas! E as poucas portas abertas, são apenas para festas. Quando a bebida acaba, todos são despejados, e a porta se fecha novamente.
Nosso destino? A rua!
Vagamos como parias que não evoluíram com o mundo. Não somos civilizados, somos o lixo. Somos os romancistas antigos, trancados e esquecidos num velho baú em casa, baú esse que quando começa a atrapalhar, jogamos fora.
E a noite cai. Há poucas casas onde as famílias estão reunidas. São poucas, e ninguém liga para isso!
Seguimos na estrada. O nosso Tao diário. Sem agasalho, companhia (exceto os cães), apenas conosco. Para alguns falta até isso.
Eu olho na minha estrada. Uma placa;
“PARE”.
Eu reparo que estou sozinho. Não há casas próximas, nem pessoas, até os cães já se foram, e o mais aliviador; minha estrada está acabando.
Levanto minhas mãos e me ajoelho, agradeço ao deus por nunca ter olhado para traz. Por nunca me arrepender de ter entrado na rua errada.
Na verdade, não existem ruas erradas, elas são apenas ruas. Nós é que somos errados, nós que adentramos na rua na hora errada, na casa errada com a pessoa errada (por mais certa que ela possa parecer).
Mas nada disso vai me importar mais.
Eu dou dois passos e a estrada acaba.

“No dia do meu aniversário, me sinto como o Oceano para um cego”.
20/09/05 aula de biologia